“Crepúsculo: O Livro de Anotações da Diretora” é um bom material

Pegando carona no sucesso da série, Catherine Hardwicke mostra ao público suas anotações ao dirigir “Crepúsculo”.

Quando gostamos de determinadas franquias, normalmente buscamos adquirir tudo aquilo que é lançado relacionado ao universo expandido da série. Assim funcionou com “O Senhor dos Anéis”(com seus livros fora da franquia, jogos e utensílios), “Star Wars” (com seus colecionáveis, milhares de documentários, revistas) e “Harry Potter” (com roupas, brinquedos, álbuns). A popular saga “Crepúsculo” não poderia ficar de fora. Além dos livros lançados, é possível encontrar todo tipo de material relacionado à série, partindo desde álbuns de figurinhas, passando por bonecos dos personagens e chegando até a roupas que os protagonistas usam. É um universo que não tem fim, tudo com o objetivo de ganhar dinheiro em cima do sucesso e fazer a cabeça das fãs.

Partindo dessa premissa, a diretora Catherine Hardwicke decidiu transformar em livro todos os passos da produção do primeiro filme da saga “Crepúsculo”, lançado em 2008.

E se as fãs gostaram, nada mais justo do que tirar dinheiro desse povo. Com o título de “Crepúsculo – O Livro de Anotações da Diretora”, a obra ilustrada não faz feio em seu objetivo,  que é mostrar, de forma simples, como foi a produção e desenvolvimento do filme. Porém, essa simplicidade se confunde com infantilidade. Em determinado momentos, a autora é por demais teen, demonstrando que não está sendo ela ali, mas sim alguém querendo agradar o público alvo da série.

O processo de produção audiovisual é um ritual que muitas pessoas gostam de acompanhar. Aliás, os DVDs com seus milhares de extras começaram a fazer sucesso justamente por causa desse ponto. Todos queriam saber como seus filmes favoritos foram criados. Hardwicke faz questão de detalhar tudo. Todos os aspectos que não é possível perceber só assistindo ao filme são mostrados de forma detalhada. Por exemplo, como foi desenvolvido os brasões que os membros da família Cullen usam em cordões ou como foi criada cada peça de roupa para os personagens. Nada está ali por acaso.como se trata de um livro ilustrado, as anotações acabam sendo pano de fundo para as imagens. Imagine você colando fotos em seu caderno e escrevendo ao redor da melhor forma que encaixe na página. Foi dessa forma que ele foi pensado. Se o objetivo era ser um livro de anotações, mesmo que falso, deu certo. O grande problema é que Hardwicke se limitou a comentar a imagens. Não tem algo mais profundo. Até entendo que o público alvo da obra não são aqueles estudantes de cinema ou entusiastas, mas ela poderia ter ido além.

Este tipo de material é bom para mostrar que toda produção cinematográfica, principalmente uma de médio porte como o primeiro filme da saga “Crepúsculo” (teve um orçamento de US$ 37 milhões), é muito trabalhoso. Tudo tem que ser pensado. O grande problema é que é um bom exemplar sobre um filme ruim. Não tem como gostar da produção de um filme fraco. No fim, aqueles que gostaram de assistir “Crepúsculo” nos cinemas, com certeza vão se deliciar com vários detalhes que passaram despercebidos pelos olhos. Vale conferir se você for fã. Caso não seja, ainda vale dar uma folheada em uma livraria e ficar com raiva porque não fazem isso com nossos filmes favoritos.


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